A integração Consinco Shopify conecta o ERP da TOTVS para varejo alimentar à plataforma de e-commerce de forma automática: catálogo, estoque, preços, pedidos, dados fiscais, faturamento e status de entrega circulam entre os dois sistemas sem digitação, com o ERP mantido como fonte oficial.
A divisão de papéis não deveria ser negociável. O Consinco governa cadastro, saldo, política comercial e fiscal. A Shopify apresenta o produto, capta o cliente e registra o pedido. Cada dado tem um dono, e a outra ponta apenas reflete o que não é dela.
O que torna essa conexão diferente das demais é o segmento. Supermercados e atacarejos lidam com giro acelerado, ruptura frequente, itens vendidos por peso e uma tributação de alimentos que não perdoa erro. Um conector genérico, desenhado para o lojista que vende camiseta, simplesmente não enxerga esses problemas.
Neste conteúdo, você vai ver como funciona o estoque por local, como o preço sai do ERP para a vitrine, o que acontece com pedidos e dados fiscais, por que a nota nasce no Consinco e como o status de entrega volta para o cliente.
O que é a integração Consinco Shopify?
É a conexão automática entre o ERP TOTVS Consinco e a Shopify, fazendo os dois sistemas trocarem dados sem intervenção manual.
O Consinco é um ERP especializado em varejo alimentar, com estrutura fiscal e de abastecimento pensada para supermercados, atacarejos e redes de food retail. A Shopify é uma plataforma global de e-commerce, usada por operações que querem loja própria com implantação rápida e custo previsível.
A ponte entre os dois só funciona bem quando respeita o que cada lado exige de verdade: o rigor de abastecimento e fiscal do ERP, e as regras específicas da API da plataforma. É a mesma lógica das demais conexões do ERP que a Plugar.me mantém para o Consinco.
Sua rede já roda organizada no Consinco, mas o e-commerce continua sendo um mundo à parte, com planilha e conferência manual? Esse é o elo que trava o crescimento digital. Converse com a equipe da Plugar.me e veja o que dá para automatizar antes de escalar o canal.
Como funciona o controle de estoque por local?

O saldo sai do Consinco e atualiza o canal, mas a pergunta relevante não é apenas quanto existe, e sim quanto pode ser vendido ali.
É comum não querer expor todo o estoque. Parte está comprometida com pedidos em aberto, parte pertence a uma loja que não atende o canal digital, e parte precisa ficar reservada para o consumidor que entra na loja física. A integração tem que respeitar essa separação em vez de publicar um número único.
No varejo alimentar, dois fatores tornam isso ainda mais crítico:
- Giro acelerado: o estoque muda o dia inteiro, com venda no PDV e no canal digital ao mesmo tempo. A frequência de sincronização precisa acompanhar esse ritmo, ou o saldo publicado vira uma fotografia velha.
- Ruptura frequente: falta de produto é rotina no segmento, e publicar item que já acabou é a origem da maior parte dos cancelamentos.
O modelo da Shopify exige uma decisão explícita nesse ponto. O estoque é mantido em recursos próprios, separando o item da quantidade disponível, e sempre controlado por local. Isso significa que o projeto precisa de um mapa entre a estrutura de depósitos e lojas do Consinco e os locais da plataforma, definido antes da primeira carga.
O erro clássico de projeto improvisado é tentar publicar saldo pelo cadastro do produto, o que simplesmente não tem efeito. Para entender como essas regras se aplicam a outros sistemas de gestão, vale conferir o guia da Shopify com o seu ERP.
Sua rede tem mais de uma loja e ainda publica um saldo único no canal? Esse atalho funciona até o primeiro fim de semana de pico, quando o cancelamento por ruptura aparece. Pergunte à Plugar.me como fica o mapa de depósitos e locais na sua operação.
E o preço, como sai do ERP para a vitrine? O próximo tópico detalha.
Como o preço sai do ERP para a vitrine?
Pela política definida no Consinco, e não por planilha paralela ou ajuste manual no painel da plataforma.
Um detalhe estrutural da Shopify muda o projeto: o preço não tem endpoint próprio, é um campo da variante do produto. Isso significa que atualizar valor exige tratar o cadastro, e não um recurso separado como acontece com o estoque. Em um catálogo grande de supermercado, com centenas ou milhares de itens mudando de preço por semana, essa característica define a estratégia de sincronização.
Três situações do varejo alimentar merecem atenção especial:
- Reprecificação constante: promoção é rotina no segmento, e o canal precisa refletir a tabela vigente sem alguém revisar item a item.
- Preço específico do canal digital: o valor praticado no e-commerce costuma absorver custos que a loja física não tem, e essa política precisa ser gerida no ERP, sem contaminar a tabela das lojas.
- Itens vendidos por peso: produtos com peso variável exigem tratamento próprio de preço e quantidade, já que o valor final depende da pesagem e não de uma unidade fixa.
Esse último ponto é o que mais separa uma integração pensada para o alimentar de um conector genérico, e vale para qualquer canal do segmento, como acontece nas conexões do Consinco com plataformas de supermercado.
Sua equipe ainda ajusta preço direto no painel da Shopify para resolver uma promoção? Esse ajuste some na próxima sincronização e é a origem da maior parte das divergências de margem no fechamento. Fale com a Plugar.me e deixe a política de preço onde ela deve estar.
Como pedidos e clientes chegam ao Consinco?
O pedido entra por notificação automática. A Shopify dispara eventos de criação de pedido assinados por chave de segurança no cabeçalho, e essa assinatura precisa ser validada sobre o corpo bruto da requisição, o que garante que a informação veio mesmo da plataforma.
A partir daí, a integração cria o pedido no ERP na operação correta, com os itens, valores e condições da venda. O que muitos projetos subestimam é a segunda metade dessa etapa, o cadastro do cliente:
- O comprador precisa existir no ERP para faturar. A nota exige dados completos, e cadastro incompleto trava a emissão exatamente na hora em que o pedido deveria seguir para separação.
- CPF e CNPJ vêm do checkout. A plataforma coleta essa informação justamente porque não emite documento fiscal brasileiro, deixando a responsabilidade com o sistema do lojista.
- Cadastro duplicado polui a base. Sem regra de identificação, o mesmo comprador vira vários registros, o que distorce qualquer análise de recorrência, algo valioso em um segmento de compra frequente como o alimentar.
O tráfego desses dados envolve informações pessoais, o que exige transmissão protegida e acesso restrito por função, tema tratado nas práticas de segurança aplicadas às integrações.
Seu time já travou um faturamento porque faltava um dado do comprador? Esse tipo de parada acontece no pior momento possível, com o cliente esperando e o produto perecível na doca. Fale com a Plugar.me e leve pedido e cadastro prontos para o ERP.
Como funcionam os dados fiscais e o faturamento?

A nota nasce no Consinco. É a regra que separa uma integração ERP First de um conector qualquer.
A Shopify não emite NF-e. A plataforma trabalha com os conceitos de pedido e de atendimento do pedido, e o documento fiscal brasileiro é responsabilidade do ERP. Isso não é limitação, é divisão correta de papéis: o seu fiscal continua sendo um só, com a operação tributária que a sua empresa já usa.
No varejo alimentar, essa centralização vale ainda mais. A tributação de alimentos tem particularidades que variam por tipo de produto, com regimes diferentes conforme o item, e um erro de operação fiscal em escala de supermercado se multiplica rápido. Emitir a nota dentro do Consinco garante que cada venda do canal digital receba exatamente o mesmo tratamento tributário validado para a operação física.
Vale destacar o encadeamento correto: o pedido chega, o cadastro do cliente é confirmado, o estoque é baixado, o faturamento acontece e só então a nota é emitida.
Pular ou inverter etapas nesse fluxo é o que gera nota com operação errada e retrabalho fiscal, situação que aparece com frequência em operações que ainda lançam pedido às pressas. O mesmo cuidado se aplica a outros sistemas de gestão do segmento, como mostra a conexão de outro ERP alimentar com a plataforma.
Você ainda emite as notas do canal digital fora do fluxo normal do ERP? Em um supermercado, isso multiplica trabalho e abre espaço para operação fiscal errada em escala. Traga a emissão para dentro da cadeia de documentos que a sua empresa já domina, é rápido.
Como funciona a atualização de status do pedido?
Essa é a etapa que fecha o ciclo e costuma ser a mais negligenciada, mesmo sendo a que o cliente enxerga.
Depois que a nota é emitida no Consinco, três informações precisam voltar para a plataforma: o número e a chave da nota fiscal, o código de rastreio e a mudança de estado do pedido. Sem esse retorno, o comprador continua vendo a compra como pendente, mesmo com o produto já a caminho, e a equipe passa a receber chamados perguntando onde está o pedido.
O detalhe técnico importante é que a Shopify trabalha com estados próprios no fluxo de pedidos, e a informação precisa ser registrada no estado correto. Marcar um pedido como atendido antes do momento certo, ou depois demais, desalinha a comunicação automática que a plataforma envia ao cliente.
O ciclo completo, do clique à entrega, funciona assim:
- O cliente compra na Shopify.
- A integração captura o pedido e o cria no Consinco, na operação correta.
- O estoque é baixado no ERP e o saldo do canal é atualizado.
- O pedido segue o fluxo interno de separação e conferência.
- O faturamento é executado no Consinco e a NF-e é emitida.
- Número da nota, chave e código de rastreio voltam para a loja, no estado adequado do pedido.
- O painel da Plugar.me registra cada etapa em log, para auditoria.
O passo seis é o que fecha a experiência do comprador: ele encontra documento fiscal e código de envio na mesma tela, sem precisar abrir chamado. É o mesmo padrão aplicado nas demais conexões do Consinco com plataformas de e-commerce.
Sua operação ainda recebe ligação de cliente perguntando onde está o pedido que já foi enviado? Isso não é problema de logística, é falta de retorno de status. Pergunte à Plugar.me como fechar esse ciclo automaticamente.
Preciso desenvolver essa integração do zero?
Não existe conector nativo entre o TOTVS Consinco e a Shopify. Os dois lados oferecem interfaces oficiais, mas ninguém construiu a ponte por você.
| Caminho | Investimento inicial | Tempo até operar | Manutenção |
|---|---|---|---|
| Desenvolver internamente | Alto | Longo | Sua equipe, inclusive quando as APIs mudarem |
| Consultoria sob medida | Alto | Médio | Depende de contrato, cada ajuste vira novo escopo |
| Hub com modelo ERP First | Baixo | Curto | Do fornecedor, com o ERP seguindo como fonte da verdade |
O que costuma ser subestimado no desenvolvimento interno não é construir, é manter. O canal muda regra de API, muda exigência de cadastro e muda comportamento, como já aconteceu com a transição da API REST para GraphQL. Quem construiu internamente herda essa fila para sempre.
Há ainda uma restrição estrutural que precisa ser decidida antes da primeira carga: a plataforma aceita no máximo três opções por produto, com até 2.048 variantes. Um catálogo que combina sabor, tamanho e embalagem precisa ser estruturado com isso em mente. A mesma fundação atende outros sistemas de gestão, como mostra a lista de ERPs integrados pela Plugar.me.
Sua TI já estimou quanto tempo levaria para construir e manter essa integração internamente? Vamos mostrar como podemos ajudar agora mesmo!
Como a Plugar.me realiza a integração Consinco Shopify?
A operação roda em nuvem, sem necessidade de subir servidor nem manter estrutura adicional na sua infraestrutura.
O projeto segue três frentes:
- Diagnóstico: entender como o seu Consinco está configurado, com lojas, depósitos, tabelas de preço, operações fiscais e itens de peso variável, e o que a operação exige do canal.
- Mapeamento e setup: definir de onde sai cada dado, qual operação o pedido da Shopify deve usar, qual saldo o canal enxerga e como a estrutura do ERP se relaciona com os locais da plataforma.
- Go-live assistido: acompanhamento nos primeiros ciclos, quando os casos de exceção aparecem, com painel de logs para auditar cada etapa.
Empresas que integraram seus sistemas com a Plugar.me contam essa experiência na página de clientes e parceiros, incluindo operações de varejo alimentar que rodam canal digital com o ERP no comando.
Cada mês com a Shopify operando fora do ERP é margem evaporando em erro, atraso e conciliação manual, e esse custo cresce junto com o canal. Fale com o time da Plugar.me, apresente o seu cenário e descubra em quanto tempo a sua operação pode estar rodando integrada.
Conclusão
A integração Consinco Shopify vale a pena quando a plataforma deixa de ser teste e passa a ser canal de verdade. A partir daí, digitação manual não é economia, é o teto do canal e a origem dos erros que custam tempo e margem.
Três decisões definem a qualidade do projeto: manter o mapa entre a estrutura do ERP e os locais da plataforma, já que o estoque vive em recursos próprios; tratar preço como campo da variante, o que muda a estratégia de sincronização em catálogos grandes; e fechar o ciclo com o retorno de status, para o cliente enxergar nota e rastreio sem abrir chamado.
E o fiscal permanece onde deve estar. Como a plataforma não emite documento fiscal brasileiro, cada NF-e nasce no Consinco com a tributação correta do item alimentar e é transmitida ao ambiente oficial da NF-e antes de a informação voltar para a loja.
Fale agora com a Plugar.me, apresente o cenário do seu Consinco e receba uma análise técnica de quem homologa essas integrações todos os dias. O primeiro passo não custa nada.
Não. Os dois lados oferecem interfaces oficiais de integração, mas a ponte entre elas precisa ser construída e mantida, o que envolve mapear a estrutura do ERP e respeitar as regras e os limites da plataforma.
Não. A plataforma trabalha com pedido e atendimento do pedido, sem emissão de NF-e. O documento fiscal é responsabilidade do ERP, e por isso o CPF ou CNPJ é coletado no checkout, para que a nota seja emitida no Consinco.
O saldo é controlado por local, com recursos próprios que separam o item da quantidade disponível em cada ponto. Isso permite publicar apenas o estoque destinado ao canal, desde que exista um mapa entre a estrutura do Consinco e os locais da plataforma.
Sim, e esse é um ponto crítico no varejo alimentar. Produtos de peso variável exigem tratamento próprio de preço e quantidade, já que o valor final depende da pesagem e não de uma unidade fixa.
O valor sai da política definida no Consinco. Como na Shopify o preço é campo da variante do produto, e não um recurso separado, a estratégia de sincronização precisa considerar essa característica, principalmente em catálogos grandes com reprecificação frequente.
Sim. Depois do faturamento no Consinco, o número da nota, a chave e o código de envio retornam à plataforma no estado correto do pedido, o que atualiza o comprador sem intervenção manual da equipe.
Sim. Como a fonte da verdade permanece no Consinco, a mesma fundação atende outros canais, incluindo marketplaces e plataformas de supermercado, sem duplicar cadastro nem mudar o dono do dado.

Luan Carvalho é fundador e CTO da Plugar.me, empresa especializada em integração de ERP com marketplaces e plataformas de e-commerce. Atua no desenvolvimento de soluções para automação de pedidos, estoque, preços, faturamento e documentos fiscais, ajudando empresas a escalarem suas operações com estabilidade, segurança e alto desempenho. Ao longo de sua trajetória, participa da implementação de integrações entre ERPs como SAP Business One, Protheus, WinThor, Consinco e Sankhya, conectando-os aos principais marketplaces e plataformas do mercado.
