A integração Microvix Bagy conecta o seu ERP à Bagy de forma automática, sincronizando produtos, estoque, preços e pedidos sem digitação manual. O catálogo nasce no Microvix, o saldo publicado é o saldo real e cada venda entra no ERP como pedido, pronto para separação e faturamento.
O Linx Microvix é um ERP de varejo em nuvem, forte em redes com muitas lojas físicas — moda, calçados e franquias em especial. A Bagy é uma plataforma brasileira de e-commerce voltada a lojas próprias, com foco em operações de moda e varejo. A integração é a ponte entre os dois — e ela só funciona bem quando respeita o que cada lado exige de verdade.
Neste conteúdo você vai ver como a conexão funciona na prática, quais problemas ela elimina, o que a API da Bagy permite e por que o modelo ERP First é o caminho mais seguro para quem leva o Microvix a sério.
O que é a integração Microvix Bagy?
É a conexão automática entre o ERP Linx Microvix e a Bagy, fazendo os dois sistemas trocarem dados sem intervenção manual.
A divisão de papéis não deveria ser negociável: o Microvix é a fonte oficial — controla estoque, preços, faturamento e fiscal. A Bagy é canal — apresenta o produto, capta o cliente e registra o pedido.
Por que integrar o Microvix exige atenção?
Porque um conector genérico ignora justamente o que faz o ERP funcionar:
- Estoque por loja. Numa rede, o saldo total é a soma de unidades espalhadas. Publicar a soma sem critério gera venda que ninguém consegue separar.
- Grade de produtos. Varejo de moda trabalha com cor e tamanho. O canal precisa receber a grade correta, não um item genérico.
- Tabelas por canal. O preço da loja física normalmente não é o preço do digital.
- Fiscal por unidade. Qual loja fatura a venda online muda a nota emitida.
O que a API da Bagy permite?
- A API autentica por Bearer token, gerado no painel da loja em Configurações → APIs e Webhooks.
- Os recursos ficam separados:
/products,/variations,/orderse/stocks. - Estoque tem endpoint próprio, com atualização em lote de até 150 objetos por requisição. Preço, não: é campo do produto e da variação.
- Há webhooks para produtos, variações, categorias, pedidos e carrinhos.
- Os dados da nota fiscal entram no fulfillment do pedido, em
nfe_number,nfe_seriesenfe_token, junto dos marcos de faturado, enviado e entregue.
Existe um teto de 150 variações por produto. Para catálogo de moda com grade larga — cor por tamanho por modelagem — esse limite aparece antes do que se imagina, e obriga a repensar como o produto é quebrado no cadastro.
Quais problemas surgem sem a integração entre Microvix e Bagy?
- Venda de produto sem estoque. O canal segue anunciando o que já saiu no ERP por outra via, e o cancelamento vem depois.
- Pedido parado esperando digitação. O cliente já pagou e o pedido ainda não existe no ERP.
- Preço desatualizado. A tabela mudou no ERP e o canal não acompanhou — margem errada ou venda perdida.
- Retrabalho fiscal. Pedido lançado às pressas gera nota com operação errada.
- Conciliação manual no fechamento. O que o canal registrou não bate com o que o ERP faturou.
Quanto custa continuar no manual?
O custo raramente aparece como linha de orçamento, e é por isso que passa despercebido. Ele aparece como uma pessoa dedicada a copiar pedido, como venda perdida por ruptura que não existia no estoque real, e como margem errada em item cujo preço mudou sem o canal acompanhar.
Enquanto o volume é baixo, dá para absorver. O problema é o teto: passado certo número de pedidos por dia, a digitação deixa de ser incômoda e passa a ser o que impede o canal de crescer.
Como funciona a integração ERP Microvix Bagy?
A Plugar.me opera como uma camada entre o Microvix e a API da Bagy. Ela traduz os dados de um lado para o outro, orquestra a ordem das operações e trata os erros que aparecem no caminho — porque eles aparecem.
| Dado | Direção | O que acontece |
|---|---|---|
| Produtos e categorias | Microvix → Bagy | Cadastro sai do ERP e alimenta o canal |
| Estoque | Microvix → Bagy | Saldo correto atualiza a oferta |
| Preços | Microvix → Bagy | Valor sai da política definida no ERP |
| Pedidos | Bagy → Microvix | Venda entra como pedido, com a operação correta |
| Clientes | Bagy → Microvix | Dados do comprador chegam prontos para faturar |
| Nota fiscal | Microvix → Bagy | NF-e emitida no ERP e informada ao canal |
| Rastreio | Microvix → Bagy | Código de envio atualiza o pedido |
Estoque tem endpoint próprio; preço não tem
Essa assimetria decide o desenho da sincronização. Como o saldo tem rota dedicada e aceita lote, dá para atualizar estoque com frequência alta e custo baixo, sem reenviar o cadastro. O preço, por viver dentro do produto e da variação, exige uma atualização do recurso — então mudança de tabela deve ser tratada num ritmo próprio, e não misturada no mesmo ciclo do saldo.
Como funciona o controle de estoque?
O saldo sai do Microvix e atualiza o canal. A pergunta relevante não é apenas “quanto tem”, e sim quanto pode ser vendido ali.
Há três desenhos possíveis: uma loja dedicada ao digital, um agrupamento de unidades, ou saldo consolidado com reserva para o presencial. A escolha depende da sua logística — a integração precisa suportar, não impor.
Como funciona o faturamento e a emissão de notas fiscais?
A nota nasce no Microvix. É a regra que separa uma integração ERP First de um conector qualquer.
A nota nasce no Microvix, na unidade que efetivamente faturou a venda. O canal recebe a informação do documento emitido; ele não substitui essa etapa. Seu fiscal continua sendo um só.
Qual é o fluxo completo, do clique à nota fiscal?
- O cliente compra na Bagy.
- A integração captura o pedido e o cria no Microvix, na operação correta.
- O estoque é baixado no ERP e o saldo do canal é atualizado.
- O pedido segue o fluxo interno de separação e conferência.
- O faturamento é executado no Microvix e a NF-e é emitida.
- Número da nota e rastreio voltam para o canal.
- O painel da Plugar.me registra cada etapa em log, para auditoria.
Preciso desenvolver essa integração do zero?
Não existe conector nativo entre o Linx Microvix e a Bagy. Os dois lados têm interface; ninguém fez a ponte por você. E a ponte não é só transporte de dados: é mapear a estrutura do ERP, respeitar os limites do canal e tratar o que falha.
| Caminho | Investimento inicial | Tempo até operar | Manutenção |
|---|---|---|---|
| Desenvolver internamente | Alto | Longo | Sua equipe, para sempre — inclusive quando a API mudar |
| Consultoria sob medida | Alto | Médio | Depende de contrato; cada ajuste é novo escopo |
| Hub ERP-first | Baixo | Curto | Do fornecedor, com o ERP seguindo como fonte da verdade |
O que costuma ser subestimado no desenvolvimento interno não é construir. É manter: o canal muda regra de API, muda exigência de cadastro, muda comportamento. Quem construiu internamente assume essa fila para sempre.
Quais os benefícios para redes de varejo com lojas físicas?
- Volume sem headcount proporcional. Dobrar pedidos não significa dobrar gente digitando.
- Menos cancelamento. O saldo publicado passa a refletir o estoque real.
- Margem sob controle. O preço do canal sai da política definida no ERP.
- Fiscal em um lugar só. A nota nasce no Microvix, com a operação correta.
- Fechamento sem conciliação manual. O que aconteceu no canal está registrado no ERP.
- Rastreabilidade. Log de cada etapa, para quando algo precisar ser auditado.
Para quais empresas essa integração é indicada?
- Redes de varejo que rodam Microvix e querem canal digital próprio.
- Operações com grade de produtos, onde cor e tamanho não podem divergir.
- Negócios com mais de uma unidade, onde a origem do estoque publicado é decisão real.
Se o volume é baixo e não há complexidade fiscal, o manual ainda se sustenta. A conta vira quando o volume cresce ou quando o erro passa a custar reputação.
Por que escolher uma integração ERP First para o Microvix?
Porque a alternativa é deixar o canal ditar a operação. Existe um modelo comum em que a plataforma vira o centro: o catálogo passa a viver nela, o pedido é tratado nela e o ERP recebe um resumo depois. Para quem investiu em Linx Microvix, isso é inversão de comando.
- Estoque, preço e cadastro têm uma origem: o Microvix.
- A nota fiscal nasce no ERP, com a operação da sua empresa.
- O canal é canal — importante, mas não dono do dado.
- Se amanhã você abrir outro canal, a fonte da verdade não muda.
Como a Plugar.me realiza a integração Microvix Bagy?
A operação roda 100% em nuvem: não é preciso subir servidor nem manter estrutura adicional na sua infraestrutura.
- Diagnóstico. Entender como o seu Microvix está configurado e o que a operação exige.
- Mapeamento e setup. Definir de onde sai cada dado, qual operação o pedido da Bagy deve usar e qual saldo o canal enxerga.
- Go-live assistido. Acompanhamento nos primeiros ciclos, quando os casos de exceção aparecem, com painel de logs para auditar cada etapa.
Conclusão: vale a pena integrar o Microvix à Bagy?
Vale quando a Bagy deixa de ser teste e passa a ser canal. A partir daí, digitação manual não é economia: é o teto do canal e a origem dos erros que custam tempo e margem.
A integração bem feita não muda a forma como a sua empresa opera. Faz o contrário: garante que o canal se encaixe na operação que já existe no Microvix, em vez de obrigar a operação a se contorcer para caber no canal.
Quer avaliar como ficaria no seu cenário? Fale com a equipe da Plugar.me e conte como o seu Microvix está estruturado hoje: volume, estrutura de estoque e como funciona o seu faturamento.

Luan Carvalho é fundador e CTO da Plugar.me, empresa especializada em integração de ERP com marketplaces e plataformas de e-commerce. Atua no desenvolvimento de soluções para automação de pedidos, estoque, preços, faturamento e documentos fiscais, ajudando empresas a escalarem suas operações com estabilidade, segurança e alto desempenho. Ao longo de sua trajetória, participa da implementação de integrações entre ERPs como SAP Business One, Protheus, WinThor, Consinco e Sankhya, conectando-os aos principais marketplaces e plataformas do mercado.
