Existe uma regra da Loja Integrada que decide a arquitetura da integração logo no início: preço e estoque não podem ser alterados pelo endpoint de produto. A documentação é explícita — é preciso usar PUT /v1/produto_preco/{produto_id} e PUT /v1/produto_estoque/{produto_id}, em chamadas separadas.

A autenticação também é diferente do padrão: são duas credenciais simultâneas, a chave_api, que identifica a loja, e a aplicacao, que identifica o integrador. Ou seja, o mesmo conector atende várias lojas sem confundir identidade — mas cada loja carrega seu próprio limite. O catálogo suporta produto pai e filho, o que mapeia bem a estrutura de variações que já existe no SAP Business One.

Os limites são escalonados e cada um devolve um erro próprio: 3.000 requisições por minuto por aplicação (erro 533), 100 por minuto por loja (erro 633) e 1.200 por minuto por IP (erro 133), com HTTP 429 no estouro. O teto de 100 por minuto por loja é o que realmente dita o ritmo de uma carga de catálogo — e o motivo pelo qual sincronizar só o que mudou deixa de ser refinamento e vira requisito. Veja como funciona a integração ERP-first.

O que é a integração SAP Business One Loja Integrada?

É a conexão automática entre o ERP SAP Business One e a plataforma Loja Integrada, feita por uma camada que conversa com as APIs dos dois lados.

O SAP B1 é a fonte oficial — controla estoque, preços, faturamento, fiscal e financeiro. A Loja Integrada é a vitrine — apresenta o produto, capta o cliente e registra o pedido.

Por onde se integra o SAP Business One?

O SAP B1 oferece mais de um caminho oficial, e a escolha tem consequência prática:

  • Preço e estoque enviados pelo endpoint de produto — e ignorados. A documentação é explícita: não é possível alterar preço ou estoque em /produto. É preciso usar PUT /v1/produto_preco/{produto_id} e PUT /v1/produto_estoque/{produto_id}, em chamadas separadas.
  • Loja bloqueada durante a carga. O limite por loja é de 100 requisições por minuto (erro 633), bem abaixo do limite por aplicação, de 3.000 (erro 533). É o teto da loja que dita o ritmo, e ele é atingido rápido em catálogo grande.
  • Integrador sem identidade própria. A autenticação exige duas credenciais simultâneas: chave_api, da loja, e aplicacao, do integrador. Tratar as duas como uma só quebra o atendimento a múltiplas lojas.
  • Venda de produto sem estoque. O canal segue anunciando o que já saiu no ERP por outra via, e o cancelamento vem depois.
  • Conciliação manual no fechamento. O que o canal registrou não bate com o que o ERP faturou.

Vale uma ressalva honesta: a SAP não publica uma declaração genérica dizendo “use sempre esta API”. O que ela publica é que o Service Layer é a geração mais nova, baseada em HTTP/OData, e que serviços modernos do próprio B1 — como o Electronic Document Service, ligado a documentos eletrônicos — o utilizam. Para volume de e-commerce, esse conjunto de fatos aponta para o Service Layer.

E do lado da Loja Integrada, o que a API permite?

A API pública da Loja Integrada cobre produtos, categorias, estoque, preços e pedidos. A autenticação exige duas credenciais no cabeçalho: uma chave por loja e outra por aplicação (o integrador). Não é só um token.

Há também uma armadilha de desenho que pega muita integração mal planejada: preço e estoque não são alterados pelo endpoint de produto. Cada um tem endpoint próprio. Quem monta a sincronização assumindo que dá para atualizar tudo numa chamada só reescreve o fluxo depois.

Outra limitação documentada e importante para expectativa de projeto: frete e meios de pagamento não estão abertos para integração pela API pública — devem ser configurados pelas opções nativas do painel da plataforma.

Quais problemas surgem sem a integração?

  • Venda sem estoque. A vitrine continua anunciando o que já saiu no ERP por outro canal.
  • Preço desatualizado. A lista mudou no SAP B1 e a loja não acompanhou — margem errada ou venda perdida.
  • Pedido parado esperando digitação. O cliente pagou e o documento ainda não existe no ERP.
  • Documento fora da cadeia. Pedido lançado às pressas gera nota com problema e retrabalho fiscal.
  • Conciliação manual no fechamento. O que a loja registrou não bate com o que o ERP faturou.

Quanto custa continuar no manual?

O custo raramente aparece como linha de orçamento. Ele aparece como pessoa dedicada a copiar pedido, como venda perdida por ruptura que não existia no estoque real, e como margem errada em item cujo preço mudou sem a vitrine acompanhar.

Enquanto o volume é baixo, cabe. O problema é o teto: passado certo número de pedidos por dia, a digitação deixa de ser incômoda e passa a ser o que impede o canal de crescer.

Como funciona a integração ERP SAP B1 Loja Integrada?

A Plugar.me opera como uma camada entre o SAP Business One e a API da Loja Integrada, traduzindo os dados, orquestrando a ordem das operações e tratando os erros — inclusive os que vêm de limite de requisição.

DadoDireçãoObservação técnica
Produtos e categoriasSAP B1 → Loja IntegradaCadastro exige, no mínimo, nome, preço de venda e código (SKU)
EstoqueSAP B1 → Loja IntegradaEndpoint próprio, separado do cadastro de produto
PreçosSAP B1 → Loja IntegradaTambém em endpoint próprio, a partir da lista de preços do ERP
PedidosLoja Integrada → SAP B1Captura por consulta ou webhook de pedido criado/editado
ClientesLoja Integrada → SAP B1Parceiro de negócio criado ou vinculado para faturar
Nota fiscalSAP B1 → Loja IntegradaNF-e emitida no ERP e informada à plataforma
Situação do pedidoSAP B1 → Loja IntegradaAtualização de status conforme o pedido avança no ERP

Os limites de requisição mudam o desenho do projeto

Esse é o ponto que separa uma integração pensada de uma improvisada. A API da Loja Integrada aplica throttling documentado, com limites distintos por aplicação, por loja e por IP — e a loja é o limite mais apertado: 100 requisições por minuto. Excedido, a resposta é HTTP 429.

Na prática, isso significa que não dá para sincronizar um catálogo grande em força bruta, item por item, sempre. A integração precisa priorizar o que mudou, agrupar atualizações e respeitar o limite — e precisa tratar o 429 com nova tentativa, em vez de perder a atualização.

É também o motivo pelo qual o webhook importa. A plataforma oferece notificação de pedido criado ou editado. Consumir o webhook em vez de ficar consultando a API em intervalo curto economiza requisição e reduz o tempo entre a venda e o pedido dentro do SAP B1.

Aqui o estoque tem endpoint próprio e obrigatório: PUT /v1/produto_estoque/{produto_id}. Como o teto é de 100 requisições por minuto por loja, sincronizar tudo a cada ciclo deixa de ser uma opção — enviar apenas o que mudou passa de refinamento a requisito de arquitetura. O saldo publicado continua saindo do depósito do SAP Business One que atende aquela loja.

Como funciona o faturamento e a nota fiscal?

A nota nasce no SAP Business One. É a regra que separa uma integração ERP First de um conector qualquer.

O pedido da loja entra no ERP, segue a cadeia de documentos da sua empresa e a NF-e é emitida com a operação fiscal correta. A plataforma de e-commerce não substitui essa etapa: ela recebe a informação do documento emitido. Seu fiscal continua sendo um só, no sistema onde sempre esteve.

A Loja Integrada não emite documento fiscal: ela registra o pedido e espera que o ERP cumpra essa etapa. Isso simplifica a divisão de papéis, mas transfere para a integração a responsabilidade de devolver o número e a chave da nota à plataforma, para que o comprador acompanhe o pedido com a informação correta.

Qual é o fluxo completo, do clique à nota fiscal?

  1. O cliente compra na Loja Integrada.
  2. O webhook notifica o pedido, ou a integração o captura na consulta seguinte.
  3. O pedido é criado no SAP B1, na série e operação corretas, com o parceiro de negócio vinculado.
  4. O estoque é baixado no ERP e o saldo da vitrine é atualizado.
  5. O pedido segue a cadeia de documentos: separação, entrega, faturamento.
  6. A NF-e é emitida no SAP B1 e informada à plataforma.
  7. A situação do pedido é atualizada na loja, e cada etapa fica registrada em log.

Preciso desenvolver essa integração do zero?

Não existe conector nativo entre o SAP Business One e a Loja Integrada. Os dois têm API; ninguém fez a ponte por você. E a ponte não é só transporte de dados: é tratar limite de requisição, mapear a cadeia de documentos e lidar com o que falha.

CaminhoInvestimento inicialTempo até operarManutenção
Desenvolver internamenteAltoLongoSua equipe, para sempre — inclusive quando qualquer uma das duas APIs mudar
Consultoria sob medidaAltoMédioDepende de contrato; cada ajuste é novo escopo
Hub ERP-firstBaixoCurtoDo fornecedor, com o ERP seguindo como fonte da verdade

Quem constrói internamente costuma subestimar não a construção, e sim a manutenção: throttling que muda, campo novo obrigatório, comportamento de webhook ajustado. Essa fila não acaba.

Quais os benefícios para quem já roda SAP B1?

  • Canal direto sem trocar de ERP. A loja virtual entra na operação existente.
  • Volume sem headcount proporcional. Dobrar pedidos não significa dobrar gente digitando.
  • Margem sob controle. O preço da vitrine sai da lista definida no ERP.
  • Fiscal em um lugar só. A nota nasce no SAP B1, na cadeia correta.
  • Fechamento sem conciliação manual.
  • Rastreabilidade. Log de cada etapa, inclusive das falhas de API, para auditoria.

Para quais empresas essa integração é indicada?

  • Empresas que rodam SAP Business One e querem canal direto ao consumidor sem implantar uma plataforma de grande porte.
  • Operações com catálogo relevante, onde sincronizar item a item na mão é inviável.
  • Negócios que precisam de fiscal correto por obrigação, não por preferência.

Se o catálogo é pequeno e o volume baixo, o manual ainda se sustenta. A conta vira quando o número de itens ou de pedidos cresce.

Por que escolher uma integração ERP First para o SAP B1?

Porque a alternativa é deixar a vitrine ditar a operação. Existe um modelo em que a plataforma vira o centro: o catálogo passa a viver nela e o ERP recebe um resumo depois. Para quem investiu em SAP Business One justamente pela estrutura de documentos e pelo controle fiscal, isso é inverter o comando.

  • Estoque, preço e cadastro têm uma origem: o SAP B1.
  • A nota fiscal nasce no ERP, na cadeia de documentos da sua empresa.
  • A loja é canal — importante, mas não dona do dado.
  • Se amanhã você abrir um marketplace, a fonte da verdade não muda.

Como a Plugar.me realiza a integração SAP B1 Loja Integrada?

A operação roda 100% em nuvem: não é preciso subir servidor nem manter estrutura adicional na sua infraestrutura.

  1. Diagnóstico. Entender como o seu SAP B1 está configurado — depósitos, listas de preço, séries e cadeia de faturamento — e por qual interface a conexão será feita.
  2. Mapeamento e setup. Definir de onde sai cada dado, qual série e operação o pedido da loja deve usar, e como a sincronização respeita os limites de requisição da plataforma.
  3. Go-live assistido. Acompanhamento nos primeiros ciclos, quando os casos de exceção aparecem, com painel de logs para auditar cada etapa.

Conclusão: vale a pena integrar o SAP B1 à Loja Integrada?

Vale quando a loja deixa de ser teste e passa a ser canal. A partir daí, digitação manual não é economia: é o teto do canal e a origem dos erros que custam tempo e margem.

A integração bem feita não muda a forma como a sua empresa opera. Garante que a loja virtual se encaixe na cadeia de documentos que já existe no SAP Business One — respeitando, do outro lado, os limites reais da plataforma.

Quer avaliar como ficaria no seu cenário? Fale com a equipe da Plugar.me e conte como o seu SAP B1 está estruturado hoje: banco de dados, versão, quantos depósitos e qual o tamanho do catálogo que iria para a loja.